O nosso associado e amigo Paulo Caldas, ofereceu uma obra à Galeria Aberta para ser leiloada a favor da Galeria Aberta e assim ajudar nos custos de manutenção.

"pássaros que me acompanham I"- 50X35cm - acrílico e nanquim sobre papel duplex.

Licitação mínima 200 brl = 87.97 eur.  Leilão a decorrer em 10 dias. As ofertas de licitação serão publicadas nos comentários, diretamente pelos interessados.

Acerca da obra:

Quando adolescente, morando num sítio, ainda na casa dos meus pais, eu tinha uma pequena quantidade de pombos. Todas as manhãs e finais de tarde eu estava lá dando milho para eles. Gostava de vê-los pousando, voando, rodeando uns aos outros...

Era interessante ver, nesse período da minha vida artística, como eles me seguiam. Meu trabalho era infestado deles. Eu os pintava de todas as maneiras, com óleo sobre tela, grafite, nanquim e até com canetas esferográficas.

Passados alguns anos, andei pela vida e pelo mundo, pintei e desenhei cavalos, torres, faróis,
mares, cálices, espadas, velas de cera e de embarcações, algumas figuras humanas e outros elementos que aos pássaros vieram se agrupar.

Certa vez, num programa de televisão, vi uma matéria sobre um lugar que eu não conhecia: Capadócia. Uma região situada no centro da Turquia.

Espantou-me o fato de ter umas cavernas muito parecidas com as que eu pintava como cenário de fundo para minhas pinturas e desenhos. Resolvi pesquisar sobre a região e descobri uma série de afinidades com meu trabalho e com a minha pessoa. Descobri também que Capadócia significa ‘Terra dos Belos Cavalos’ e que lá existe um lugar chamado Fortaleza de Uchisar onde fica situado o ‘Vale dos Pombos’...

Nessa época os pássaros e os cavalos, que nunca deixaram de ‘pousar’ nos meus quadros, vieram com muita força e me trouxeram figuras de guerreiros nômades... Mais uma característica daquela região, em época muito remota. Fiz uma exposição itinerante dedicada a essa história: “ Ao Vale dos Pombos, na Terra dos Belos Cavalos “ ...

Hoje, já com cinqüenta e um anos, reduzi meu espaço de trabalho. Não mais o bucolismo de um sítio ou, na imaginação, as montanhas e cavernas capadócias, devido a estar morando num pequeno apartamento, no último andar de um prédio de três andares, cujo telhado é habitado por... pombos!! Milhares deles!!!

Quando passei a morar nesse local eles passaram a aparecer no meu trabalho com a mesma naturalidade e intensidade de antes. Eu faço um rabisco e surgem pássaros... Agora me trazem cachoeiras, borboletas, flores e folhas exóticas.

Eles me acompanham e eu me deixo levar por eles...
"Paulo Caldas"

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