Marcos Girão
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ASTUR deixou um comentário para Marcos Girão
"Girão, parabens pelo seu trabalho e seja bem vindo ao Brasil, se puder me mande um convite para sua exposição desde já agradeço."
29 Out, 2013

Informações do Perfil

Breve Biografia
Curriculum Vitae:
Alentejo, Beja, Portugal, Março de 1954.
Marcos Manuel Nobre de Sousa Girão nasce, filho de um Prof. de desenho e trab. manuais do ensino secundário e, de uma bela Brasileira nascida e baptizada na Igreja de Nossa Senhora da Penha, em S. Paulo.
O desenho e a pintura, passam a ser parte integrante de sua vida, quer pela visita a Exposições e Museus, quer pelo convívio em sua casa onde sempre gente ligada ás artes convive, nomeadamente escultura onde seu Pai detinha seu hobby.
É em 1972 que regularmente começa sua carreira e a Expor, com os Mestres Mário Silva, Pedro Olaio (Pai), Cunha Rocha e Zé Penicheiro, mas é de Júlio Capela, Prof de Educação Visual (no Ensino Secundário) e Prof. na cooperativa Árvore, e de José Pardal Lampreia, de quem Girão vem a sorver mais; com este último iniciam viagens por Espanha, França, Escócia, Holanda e Alemanha, ficam impressionados com o que vêem em Montmartre e aí começam também a pintar na rua, expondo ao mesmo tempo e aprendendo a confrontar desta forma o publico, o que lhe abre um leque enorme sobre os diversos modos de ver e observar das pessoas, granjeando assim na formação e construção de uma consciência visual bem mais lata. Com o Mestre José Pardal, expõe durante toda a vida deste. Sendo em 1972 que expõem (juntos) pela primeira vez e em 1974 no Estrangeiro, Holanda e depois Escócia, colectiva e individualmente, expõem juntos pela ultima vez em 2007.
Girão por sua vez expõe em; Espanha , França, Canadá e EUA. E desde 1972 que suas exposições colectivas e Individuais são anuais e regulares.
Hoje a sua obra, encontra-se representada em colecções de todo o Mundo, a salientar diversas Coleções Particulares e Oficiais Nacionais e Estrangeiras onde se incluem o: Museu Dr. Santos Rocha na Figueira da Foz. Fundação da Portugal Telecom, Lisboa. Secretaria de Estado e da Cultura e Turismo, Coimbra. Mas indo a sua representação “de carinho” para o Museu Machado de Castro em "Coimbra" com a obra "Guitarras" de 1981, (Palavras do Artista). Em 1998 pinta; "Homenagem aos Mares e aos descobrimentos", que é um seu trabalho executado em Homenagem a Vasco da Gama, e aos 500 anos sobre a descoberta do caminho Marítimo para a Índia, em 1998, a quando da “EXPO98”. "Este trabalho, esteve exposto no Aquário Vasco da Gama em Lisboa, durante mais de 1 ano e, é hoje propriedade do acervo do artista. Em 1999 Expõe suas obras em simultâneo com a “EXPOLINGUA PORTUGAL99”, na Galeria da PORTUGAL TELECOM, nas Picoas, em Lisboa.
Desde 1975 que organiza e promove actividades que são geralmente designadas por Curadoria e/ou Comissariado de Exposições de Artes Plásticas. Organizou já numerosas exposições colectivas e algumas Bienais, colaborando na montagem e redigindo também os textos críticos dos catálogos e/ou dos eventos. Desde 1979 que monitoriza e desenvolve estudos sobre: “Teorias da cor e da forma, estudos de composição (Regras de ouro no uso e peso da cor pelo sentido e perspectiva), e ainda workshops: sobre técnicas e tecnologias das artes, dos artifícios e, preparação de receitas de materiais e utensílios, estruturas e suportes. Realizou já várias acções de formação e, workshops de várias disciplinas artísticas e praticas sobre estética em pintura e na arte.
Actualmente a reside no Brasil.

Data de nascimento
Março, 21 de 1954
dia e mês de nascimento
março 21

Algumas Criticas:
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Proferidas a Marcos Girão:
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Marcos Girão, de lo mental a los seres que no tienen materia Marcos Girão profundiza en la representación de la energía, de los diferentes estados de ánimo, seres que no son materiales, de todas aquellas sensaciones que existen que se pueden representar pero no verificar con los medios tradicionales. Busca y encuentra un medio de unión entre explosiones de alegría o de energía, como el orgasmo, o bien de aquellos seres que están con nosotros pero en otra dimensión con otros parámetros y movidos por una serie de circunstancias y necesidades paralelas pero vehiculadas de distinta forma. Expresionista, matérico, trabaja en técnica mixta, buscando el relieve de la composición para acentuar sus necesidades expresivas. Su discurso es biológico pero busca explicaciones metafísicas. Se basa en la vitalidad, en la expresión de lo evidente dentro de lo complejo inmaterial. Representa, en consecuencia, estructuras poco usuales. Su intención última es ligar lo real con lo no representado a partir de una obra que es abstracta, marcada por la acentuación de rasgos, por la potenciación de especificidades concretas hasta que el espacialismo se apodera de la pintura. Camina hacia la representación de la verdadera vertebración de una creación basada en la temática, condicionada a ella, en el sentido de que
busca la idea, pero luego no se resiste tampoco a los encantos de la plástica. Encantos que son el verter color con energía, estructurar matéricamente la creación para darle mayor consistencia, conformando un discurso lleno de dinamismo, que no renuncia a la contraposición de elementos, para conseguir una mayor susceptibilidad visual que aumente el efecto contundente y, a la vez misterioso, ante los ojos del espectador. Fantasmas, seres de otro mundo, exclamaciones, situaciones extremas, almas empeñadas en buscar una salida al laberinto de las pasiones e intereses, vibraciones, movimientos en el más allá de las sendas, en la estructuración compleja de los avatares, en la idiosincrasia especial de los haberes, en la firmeza de lo diverso explican que Marcos Girão constituya a lo largo de su producción un verdadero alegado de lo mental, partiendo de lo no visible pero existente.

Joan Lluís Montané
"Asociación Internacional de Críticos de Arte"
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A obra de Marcos Girão é fundamentalmente uma pintura do signo, uma caligrafia. O traço, o desenho, um desenho cromático, o gesto de que uma marca fica sobre a superfície, são determinantes ao conjunto do seu vocabulário plástico. Quer quando sobre um fundo monocromo dois ou três traços, ou manchas, afirmam o seu laconismo ou a sua estridência, quer quando ensaia soluções Ali-Over. Neste caso forma e fundo deixam de perceber-se como tais e surgem indivisíveis, com a subversão compositiva que daí advém. É em aspectos como a linha, o plano, a composição, a textura, a obra de Marcos Girão resolve-se em termos que não sendo totalmente novos, são de uma coerência indiscutíveis. A sua poética expressionista e a sua estilística informal dispõem de uma genealogia que se identifica com facilidade, mas não é isso que basta para lhe recusar o seu valor. O seu valor comparece não pela originalidade mas pelo modo de tratar a matéria pelo seu caracter de sistema, logo linguagem e pelo facto de representar, no panorama de Coimbra, um passo em frente muito nítido. Do dito anteriormente pode haver quem se sinta tentado a pensar esta pintura como uma pintura meramente decorativa. Será uma dedução e uma abordagem da obra superficial. Com efeito, se privilegiei as dimensões formais, sintácticas, isso não pode ser entendido como prova de que a pintura de Marcos Girão está desprovida de significados, é um vazio semântico. Na linha da abstracção lírica em que se integra a área da semântica define-se em significados que se subtraem aos ditames da representação documental ou reconstituinte e a uma disposição criteriada logicamente. As verdades, as certezas, os sentidos, os valores decorrem de premissas alógicas, não racionais e sobretudo provenientes de estados anímicos espontâneos. A significação, a vasta e rica significação dos gestos, a energia que são capazes de desencadear, a sua força existencial, procuram estabelecer-se como uma autenticidade que está aquém e além de razões. Os signos convulsos, agitados denunciam dramatismo; o traço severo, denso, em conjunção com a cor: mostra um lirismo melancólico ou alegre. A cor é umas vezes signo lúgubre, outras é na sua pureza hino ou cântico vital. Vitalismo eis uma palavra que parece convir ao espírito que informa a maior parte das obras expostas. Há ainda na obra de Marcos Girão muito por encontrão. Para que esse encontrão aconteça é necessário muita procura. Recorro deliberadamente às palavras um dia usadas por Picasso e exactamente com o sentido oposto. Mas Picasso foi um génio não foi uma norma, e por isso estas suas palavras, mesmo se correspondem á realidade o que duvido, não podem ser entendidas como mandamento. O que não pode é recusar-se à obra de Marcos Girão um sentido afirmativo, coerente, um estilo, porque o trajecto já cumprido é suficientemente nítido e pode ser
apresentado como garante.

Prof. Dr. Joaquim de Matos Chaves
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A Pintura Viva de Marcos Girão:

Filosofando com as tintas, com os desenhos, ideias vanguardistas, tudo passa pela mente deste artista desaguando a sua inquietude não raro no surrealismo ou no abstraccionismo e passa pelo impressionismo ou expressionismo com segurança, conforme o pathos ou a idiossincrasia, e transmite expressivos quadros, numa voz sem arestas gritantes, ora com sobressaltos preconcebidos ora com sossegos laborados em profunda meditação. Irrequieto. Inconformado. Mostra através destes anos todos um filme diversificado pela inter-assimilação da cultura onde fica o seu facie psicológico que fazem de Marcos Girão, um criador nato, mesmo dentro da sua misantropia, que o transporta a afinidades a Braque, Monet, e perpassa amiúde, Chagall e na boémia Maurice Utrillo, no caminhar por trilhos diversos, inquietos, irreverentes, na colheita das ideias, no brotar da pureza das nascentes, na luz incandescente de uma arte rebelde, acordada contra o torpor num amar a arte ou na procura de formas, de fantasiar, em plenos céus da inspiração que lhe granjearam um lugar relevante na pintura portuguesa. Nefelibata. Se parece, por vezes, possuir um ar de loucura (sem interpretação freudiana)), de comentador de fisionomias humanas nas intimas reacções da sua pintura comunicante e desconfiada, como brincasse com a inteligência de cada um de nós, é nas perspectivas libertas que desmistifica a mediocridade e o postiço, numa forma e num conteúdo que sugere a imponderabilidade de sugestão cultural que faz deste artista-nato um agente vivo da nossa cultura. Desde a década de 70 que Marcos Girão tem distribuído pelo país e Espanha o seu individualismo com uma leitura para entendidos e diletantes, críticos e snobes, em proporções corpóreas como uma rapariga de Corinto já que a sua pintura, arte, tem o sensualismo da mulher linda, lavada, que se deseja e que este pintor nos entrega ora num impressionismo actual e ora num expressionismo de escorreita gramática. As suas exposições têm o seu timbre uma irreverência sadia, alegre, e um meditar da narrativa demonstrativa do humanismo do auto, que pode ser o de cada um, conforme o poder de absorção de quem vê e lê os seus quadros. Neste artista há uma mobilidade constante da cor que lhe fornece uma originalidade de conteúdos, desde a figura, à paisagem, e marca sempre um valor num processus genético do lirismo da tal cor que transpõe as perspectivas para um mundo alongado, de ressonâncias que ficam nos olhos, na sensibilidade, onde a seriedade deste pintor nunca fica em causa com os pormenores bizantinos ou das circunstâncias fortuitas. O sensualismo da forma, ou um determinado exotismo, é a revelação da descoberta que Marcos Girão através dos anos desenvolve tornando-se o seu quid que se cinge a uma esquadria numa tentativa de trânsito para uma sonhada transcendência à iminência, que, por vezes, lhe rouba o fôlego da criação. E é, certamente, nesta antinomia que o pintor se vincula mais à criação na limpidez da linguagem que sofre entorses quando existe momentos de procura intelectualizada que
vai ofuscar a profunda consciência pictural do quadro. Mas a forma de conhecimento deste pintor ágil e cerebral adquire a exploração interior e sai com frescura de um ou outro beco pleno de sombras na angústia da criação. Pintor de momentos inolvidáveis e de outros menos conseguidos é um teorizador da pintura, ora num exotismo singular e ora num formalismo de movimentos que equaciona matematicamente a arte, o quadro, para lhe dar a presença que modularmente honra a arte. Pintar é o fado de Marcos Girão. Afaga as tintas, os quadros, dá-lhe vida e solta-os pelo país, Espanha, França, sem trombetas. Talvez seja uma forma de moldar a vida, a existência tipo Husserl, ou mesmo Sartre, de transformar tudo em "essências", ou como Max Scheller, em considerar a pintura como a arte duma cabeça bem organizada e rebelde a preconceitos obsoletos, ou seja criador de quimeras na sua boémia de Utrillo, certo é, este pintor possuir os móbiles da criação humanizada, integrada no nosso mundo abstraindo toda a sexualidade cívica e artística. Espiritualiza a Pintura desnudando a sua Alma, como fosse poeta, ou Torga ou mesmo Manuel Alegre, e afaga os pincéis como o fizesse ao rosto do antigo grego e enterra a sua clausura num copo de absinto e nas pinceladas nervosas que dão novos quadros...

Dr: Manuel Bontempo
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Blog de Marcos Girão

PORTUGAL-BRASIL

Postado em 25 janeiro 2013 às 15:00 0 Comentários

Eu Marcos Girão, pintor Português, vindo recentemente para o Brasil, tenciono fazer uma "mostra", "Exposição" do meu mais recente trabalho, ainda em atelier sob a temática "Fernando Pessoa, seus heterónimos no: PORTUGAL-BRASIL da Língua Portuguesa", um "Portugal-Brasil" de sempre.

A imagem de Fernando Pessoa, que está na Galeria Aberta serve para dar uma ideia, levantando assim um pouquinho do véu sobre o tema.

Eu nesta exposição pretendo que a mesma seja e, ao mesmo tempo se…

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Às 18:45 em 9 março 2013, ASTUR disse...

Girão, parabens pelo seu trabalho e seja bem vindo ao Brasil, se puder me mande um convite para sua exposição desde já agradeço.

Às 17:32 em 23 janeiro 2013, luis liberato disse...

Obrigado pelos seus comentários, motivadores para quem começou recentemente nesta área depois de vários anos dedicados à publicidade. Cumprimentos Luis Liberato

 

 

Às 0:01 em 13 janeiro 2013, Laura Sofia Lampreia disse...

Boa noite

 

Obrigada pela carinhosa referencia ao meu pai na sua vida quer pesoal quer profissionalmente ....

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Às 0:48 em 5 janeiro 2013, Marcos Girão disse...

Tenciono brevemente mostrar minha nova série de trabalhos aqui, todos eles rodam em torno da imagem de: "Fernando Pessoa", numa minha "Homenagem ao Ano Portugal Brasil"

 
 
 

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